Mário Campos

       Mário Campos surgiu com a extração do ouro em terra lavrada, daí seu primeiro nome ter sido povoado de Lavras. Como os trabalhadores das minas, senhores, escravos e quilombolas necessitavam de víveres, algumas famílias criaram raízes, se dedicando à agricultura e à criação de gado leiteiro.

       O povoado teve origem com as Fazendas do Jacaré, dos Quilombos e a do Capão, antes dos anos 1900, deixando marcada, deste então, a vocação da localidade para a agricultura.O transporte de milho, feijão, fubá, rapadura, cachaça, farinha de mandioca e polvilho era feito por tropas, através de trilhas e estradas, sendo que os tropeiros levavam dias para chegar a Belo Horizonte, de onde voltavam com outras mercadorias.

       O segundo nome veio com a construção da estrada de ferro, por volta de 1911 a 1918. Na Reta do Jacaré, foi derrubada uma casa para construir a primeira parada de trens da Estrada de Ferro Central do Brasil naquele lugar, chamada de parada Carlos Chagas. Uma das versões diz que Mário Campos foi um dos engenheiros da Estrada de Ferro. A segunda versão atesta que o topônimo teve origem na homenagem prestada ao médico Dr. Mário Campos que trabalhou na Fundação Estadual de Assistência aos Lázaros-FEAL, órgão que administrava os leprosários da Colônia Santa Isabel, no início da década de 30.

       Mário Campos se localiza no Circuito Veredas do Paraopeba, que compreende uma região mineira cercada de montanhas, com muitos vales, rios e água abundante. É considerada como estância hidromineral desde 1998 por tera fonte de água mineral com maior vazão espontânea por metros cúbicos do mundo.Os pontos turísticos da topografia do município referem-se aos recursos hídricos, sendo os principais: Rio Paraopeba, a vegetação, as matas ciliares, as serras, a fonte de água mineral e o cinturão verde que circunda o município.

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